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Suavizando a demanda de censura da mídia

Com a ameaça do escândalo do Petrolão batendo à porta do Palácio do Planalto a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para presidente da Câmara dos Deputados no último domingo pode ser considerada uma derrota política do PT, que disputava o comando da casa legislativa com o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em um momento em que a presidente está isolada politicamente nada mais desolador do que entregar o controle da Câmara a um candidato que demonstra ter alguma independência da sigla, apesar da aliança entre PT-PMDB.

Essa derrota deu início a um processo de autocrítica dentro do partido expondo o caráter totalitário do PT. Não basta concorrer democraticamente, sabendo conviver com opiniões adversas e alternância de poder, é preciso ter o controle hegemônico dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário bem como de toda a mídia.

Vejam o que o filósofo Emir Sader, intelectual ligado ao PT, escreveu como justificativa à derrota política de Chinaglia no artigo intitulado Crônica de uma derrota anunciada:

“O clima histérico criado contra o PT, a Dilma, a esquerda, levou ao isolamento político, resultado de muitos erros, mas antes de tudo o de não haver avançado na democratização dos meios de comunicação, o que permitiu a campanha de ódio e o aprofundamento da criminalização da imagem do PT. (…) Política é a arte da construção de hegemonia. O verdadeiro nome da governabilidade é hegemonia. Esse objetivo tem que ser o norte do governo, do PT, da esquerda, se querem consolidar e avançar decisivamente, de forma irreversível no extraordinário processo de democratização social, econômica, política e cultural apenas iniciado. Não é mais possível seguir governando empiricamente, de conjuntura em conjuntura, sem uma visão estratégica do que se quer – que tipo de sociedade, que tipo de Estado, que tipo de Brasil.”
(grifos meus)

Ora, a definição mesma de hegemonia é incompatível com o conceito de democracia. Quem quer que peça por “democratização dos meios de comunicação” não pode pedir ao mesmo tempo por “hegemonia partidária”. Ou se respeita o contraditório ou se advoga por totalitarismo. Não dá para defender as duas coisas ao mesmo tempo, simples assim.

A julgar pela reação do partido à crítica é de se esperar que haja um esforço gigantesco para aprovar a lei de controle sutil da mídia, sob o ardil de “democratização dos meios de comunicação”.

É imperativo frisar que ainda que essas discussões se deem na esfera federal nada acontece no país que não tenha como caixa de ressonância a política local. Todos os partidos, sem exceção, fomentam localmente as diretrizes do diretório nacional. Aquilo que vem como uma determinação dos caciques partidários retorna em coro emulando ares de legitimidade, respaldado no suposto apoio da população local. Que este apoio popular local efetivamente exista já é outra história, mas nossos vereadores sempre irão colocar as ideias da alta cúpula do poder em circulação, em uma demonstração de servilismo e obediência ao partido.

Deste modo, não se combate esse tipo de censura apenas no âmbito federal. É urgente identificar e anular as forças locais que advogam em nome deste projeto criminoso de poder, expondo os agentes da ação política como aquilo que verdadeiramente são: gente intelectualmente desonesta.

No município de Campinas essa demanda por censura da mídia pôde ser mapeada em pelo menos dois vereadores. (Certamente esse número não fica só nisso, virtualmente todos os membros do PT, PSOL, PCdoB, PSTU, PCO aderem à causa).

A rotina de vender a censura de mídia como algo republicano é vergonhosamente defendida pelos vereadores Pedro Tourinho (PT) e Thiago Ferrari (PTB).

É claro que nenhum dos dois vereadores fala abertamente em censurar a atividade da imprensa, mas fazem uso de formas mais sofisticadas de defender tal imoralidade.

Enquanto Pedro Tourinho engendra pelo expediente do assassinato de reputações Thiago Ferrari defende que é preciso combater o ódio por meio de “campanhas de esclarecimento e disseminar ações afirmativas”.

Na prática, o que ambos querem é forçar o cidadão a se calar e aceitar o cenário político, seja pela via judicial, seja por um Estado policial de vigilância permanente da população. (Aos que não conhecem a obra de George Orwell, recomendo a leitura do clássico “1984”. O pesadelo de uma sociedade controlada pelo Estado com poderes de vigiar a vida privada já existe e é usado contra o cidadão!)

Nunca é demais relembrar o desonroso caso em que o vereador Thiago Ferrari entende como expressão máxima da normalidade que vândalos depredem a sede de um grupo de mídia enquanto um alto membro do PT diz, em rede nacional, que é legítimo tal ação porque a opinião que a revista em questão expressa é um lixo (ver detalhes aqui e aqui).

Mais ainda, segundo o vereador Thiago Ferrari não há no Brasil qualquer tentativa de censura da atividade de imprensa (ver comentário do mesmo aqui). Nada pode ser mais falso do que isso. Se houvesse um mínimo de honestidade nessa declaração Ferrari teria que admitir que a censura ocorre por vias indiretas, como denunciado no artigo Petrobras, BB e Caixa lideram gastos de publicidade para mídia alternativa do jornalista Fernando Rodrigues.

Em nome da liberdade de expressão é preciso que o cidadão de bem confronte e pressione os políticos que advogam por mais presença do Estado na vida privada, e isso começa desmascarando quem pede por “democratização dos meios de comunicação”.

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Conselho ao vereador Thiago Ferrari

Se é verdade que todo poder emana do povo e que, os políticos, por assim dizer, são a representação mesma da vontade popular, então, de tempo em tempo, é preciso lembrá-los dessa conexão que liga o cidadão comum às altas esfera do poder.

Exercer pressão popular é um direito e dever de todo cidadão que não se enxerga representado pela classe política. Assim, aproveito o ensejo para dar um conselho ao vereador Thiago Ferrari que recentemente defendeu que é preciso combater o ódio por meio de “campanhas de esclarecimento e disseminar ações afirmativas”.

Caro vereador, não se combate o ódio atribuindo a culpa à abstrações como a sociedade de uma forma generalizada e esvaziada de sentido. A fim de responsabilizar a autoria de crimes de ódio é preciso identificar indivíduos, pessoas reais e que não podem se esconder sob o manto protetor da coletividade.

Dois exemplos são igualmente ilustrativos para a sua proposta de acabar com a disseminação de preconceitos no seio social.

O primeiro deles diz respeito a uma bandeira muito badalada hoje em dia: o combate à homofobia. Sem mais delongas, o flagrante deste delito é apresentado abaixo.

Edu_Goldenberg

Sendo o cantor Ney Matogrosso um crítico do governo PTista duvido muito que a militância LGBT (que mantém uma relação fisiológica com partidos de esquerda) irá processar o senhor Eduardo Goldenberg por crime de ódio e preconceito.

No entanto, se o foro da comarca do Rio de Janeiro (cidade aonde mora Goldenberg) não lhe for de fácil acesso sugiro que o nobre vereador exerça o seu dever cívico aqui mesmo em Campinas, local em que o segundo delito foi cometido.

O segundo caso tem como protagonista de crime contra a honra um conhecido seu, o também vereador Pedro Tourinho (PT). No ano passado o vereador-militante Pedro Tourinho usou de recursos públicos municipais para caluniar e difamar o deputado federal Jair Bolsonaro, sugerindo que ele é um estuprador de mulheres.

O flagrante deste delito, que tem coautoria dos vereadores Carlão do PT e Paulo Bufalo (PSOL) foi lavrado na moção 161/2014, cuja consequência política já foi debatida em outra oportunidade.

Espero que tais casos contribuam para que o senhor trate do tema sob outra perspectiva. Reitero que, caso o nobre vereador queira dar visibilidade das ações tomadas contra os flagrantes delitos aqui apresentados, este blog compromete-se em divulgar com transparência as medidas pelo senhor adotadas.

Sobre idéias e consequências

Que isso sirva de lição aos eleitores: as idéias têm consequências. Ao depositar um voto de confiança em um político não se deve jamais avalia-lo usando como critério de seleção o seu plano de governo. Propostas eleitorais são rasgadas tão logo o político é empossado. Assim, o que verdadeiramente importa é aquilo que ele professa no dia-a-dia. O exemplo a seguir é emblemático e espero que contribua para consciência cívica do eleitor.

Recentemente o vereador Thiago Ferrari assinou um artigo intitulado “O gigante acordou” em que ele afirma que o Brasil é um país preconceituoso, separatista, xenófobo, racista e que é preciso combater o ódio por meio de “campanhas de esclarecimento e disseminar ações afirmativas”.

Pois bem, a sincronia entre o discurso adotada pelo vereador Thiago Ferrari e o discurso oficial difundido pelo Partido dos Trabalhadores é tamanho que, ora vejam só, no prazo de apenas poucas semanas o que era uma simples idéia inofensiva materializou-se em política de Estado com um potencial de transforma-se em uma verdadeira Stasi a serviço do PT.

O governo federal anunciou que irá mapear os crimes de ódio na internet. Era o que faltava ao PT, o controle sobre aqueles que ousam chamar as coisas pelo seu devido nome. Se você fala que o partido é uma organização criminosa é logo identificado como um estimulador do ódio e responde um processo, a exemplo do que ocorreu com o senador Aécio Neves.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, declarou no lançamento do programa que irá monitorar e mapear crimes contra os direitos humanos nas mídias sociais que “Não podemos permitir que o que a internet representa hoje para nós seja desvirtuado de modo a causar violência, sofrimento e divisões” . Ora, a única divisão que existe hoje é entre PTistas e anti-PTistas, sem qualquer pretensão de querer rachar o país. Não se enganem, a luta que empreendem é sobre o controle do único ambiente ainda livre por aqui: a internet.

Em suma, o que essa gente de discurso conciliador defende é o monopólio das esferas de poder. Não contentes em ter o controle hegemônico da mídia, do sistema judiciário, do legislativo e ao que tudo indica longe de perder a soberania do executivo ainda querem controle absoluto sobre quem faz apologia do ódio. Nada mais patológico para quem construiu sua base eleitoral fundado em ideologias marxistas de ódio de classes e divisões artificiais da sociedade que compreendem variantes dessa mesma fórmula como a oposição de mulheres contra homens, filhos contra pais, homossexuais contra heterossexuais, sem terra contra produtores rurais, negros contra brancos, não cristãos contra cristãos, gordos contra magros etc, etc, etc. Essa lista pode estender-se ao infinito, basta identificar uma oportunidade de incitar o conflito e a divisão artificial da sociedade está criada.

Ao vereador Thiago Ferrari foi concedido o benefício da dúvida ao responder o meu artigo anterior “Sensibilidade Seletiva” (veja a réplica dele aqui). Ao rebater sua resposta questionei-o quanto ao controle efetivo de criminalização da oposição, apontamento que jamais foi respondido.

Sabemos o que ele pensa sobre o trabalho da imprensa, basta agora calar você, eleitor que não concorda com os abusos desse “projeto criminoso de poder”, nas palavras do ministro Celso de Melo.

E por falar em abuso, o endosso moral do vereador Thiago Ferrari ao combate dessas formas dissonantes de manifestação pode ser traduzida na truculência da polícia do senado ao retirar à força das galerias do Congresso Nacional a aposentada Ruth Gomes de Sá de 79 anos na sessão que votava a lei do calote.

Como disse no início desse artigo idéias têm consequências e o vereador Thiago Ferrari assume responsabilidade intelectual por essa cena.

Sensibilidade seletiva

Passada as eleições é hora dos partidos contabilizarem seu capital político. Aqueles que não foram eleitos preparam estratégias para tentar ganhar força e projeção na próxima corrida eleitoral. Aqueles que sagraram-se vitoriosos reforçam alianças na base governista para evitar o engessamento imposto pela oposição.

Isso tudo faz parte do jogo democrático e não chega a ser uma novidade para ninguém. No entanto, algumas peças desse xadrez político utilizam métodos nada ortodoxos, para não dizer antiéticos até. Aquilo que já seria reprovável vindo de um homem público fica ainda mais imoral quando o protagonista é um político pago com dinheiro público.

Este é o caso do vereador Thiago Ferrari (PTB) que ontem publicou na sessão de editorial do jornal Correio Popular o artigo “O gigante acordou” de sua autoria. O texto é de uma desonestidade intelectual atroz falseando a realidade do início ao fim com o único objetivo de capitalizar apoio político. Aproveito a ocasião para reproduzir o referido artigo na íntegra e na sequencia comento-o:

“O país que emergiu das urnas após as eleições presidenciais deste ano despertou um gigante adormecido no inconsciente de muitos brasileiros, por gerações e gerações. Talvez para reforçar a imagem de cordialidade e simpatia com que falsamente nos apresentamos aos estrangeiros (europeus, claro) — o que surgiu das urnas não foi o gigante patriota e indignado de junho/julho do ano passado. O que apareceu agora foi um gigante sim, mas o gigantesco monstro do preconceito. 

Perigosamente aprisionado nos corações e mentes de milhões de patrícios nossos desde os primórdios da nossa história de colônia, o monstro sempre foi tratado como se fosse uma inocente zombaria ou mesmo resultado de um espirituoso sarcasmo que historicamente caracterizou o povo brasileiro. Mas, assim que o TSE anunciou o resultado final das eleições, o monstro saltou de porões putrefatos onde dormitava, e se apresentou em sua plenitude, de forma raivosa, furiosa, virulenta. 

Numa demonstração de incrível agilidade — como se tivessem sido elaborados com fria e calculada antecedência — surgiram muros em mapas do Brasil separando o Norte do Sul, assim que o resultado foi anunciado. As chamadas redes sociais foram invadidas por imagens deploráveis de intolerância; pessoas supostamente educadas se viram de um momento para outro vociferando como animais contra nordestinos e pobres.

Sustentavam, com ofensiva e injustificada prepotência, e com base em convicções meramente pessoais, que os que votaram no candidato adversário eram um exército de alienados, dementes, insensatos. Uma turba de tolos; uma corja de inconsequentes. Eu mesmo recebi em meu telefone depoimentos em áudio de pessoas (anônimas, claro) para quem pobre nada mais é que vagabundo, e nortistas e nordestinos seriam cidadãos de segunda classe (e olhe lá!). E foram dezenas dessas mensagens, disseminadas com enorme rapidez e compartilhadas com sadismo revoltante, ultrajante. 

Demonstrações de repugnância e aversão inexplicáveis. Rancores profundos, ao que parece ruminados há gerações, foram expurgados. Atitudes tão pouco cristãs e devastadoramente incivilizadas escancaram, talvez, o traço mais funesto, tétrico e sombrio do brasileiro. Descobrimos, atônitos, que o Brasil não é o paraíso da amabilidade. Não é a personificação da afeição e jamais poderá ser usado como metáfora da união entre os povos, como se tentou vender durante a Copa do Mundo. 

O Brasil que emergiu das urnas é preconceituoso, sim. Existe um grande número de pessoas que deseja, sim, a separação entre Norte e Sul. A xenofobia existe, sim. O racismo existe, sim. O nó a partir de agora é saber o que fazer com essa constatação. É claro que muita coisa precisa ser feita, mas a primeira delas é aplacar o ódio. Adotar campanhas de esclarecimento e disseminar ações afirmativas. 

Mostrar que é possível não apenas domar como também derrotar o monstro. Mas, sobretudo, é preciso adotar medidas urgentes para evitar que esse tipo de comportamento contamine as crianças. Nelas está depositada toda a esperança de um mundo livre de preconceitos.”

O nível de canalhice aqui é estratosférico! Toda a fraude intelectual baseia-se em três princípios básicos os quais o vereador Thiago Ferrari conhece muito bem, mas convenientemente finge ignorá-los. Ao mapear os expedientes fraudulentos observamos:

  • Primeiro, tomar a parte pelo todo – Assumir que aqueles que foram derrotados nas urnas são uma massa uniforme com um sistema de crenças comum a todos só faz sentido quando o objetivo é criminalizar automaticamente a totalidade das pessoas que não votaram no PT, ainda que alguns poucos indivíduos utilizassem discursos separatistas e fomentassem o ódio aos nordestinos. A responsabilidade por crimes de ódio só pode ser atribuída individualmente e nem de longe a maioria endossa um comportamento separatista desses.
  • Segundo, posicionar o mal perdedor como inimigo do povo – A vantagem de abordar o tema sem que alguém o tenha feito antes é que o interlocutor tem a oportunidade de marcar sua posição ao lado do povo. É evidente que toda a indignação com o ocorrido é fingida para gerar o fundo emotivo que o aproxima do leitor. Assim, se ele mesmo se compadece daqueles que receberam a ofensa cabe aos demais eleitores o reverso da medalha. Regra geral, imputar ao outro lado o rótulo de inimigo do povo é o mote da argumentação dos partidos de esquerda.
  • Terceiro, amplificação indevida – O único movimento de oposição organizado imediatamente após a divulgação do resultado da eleição foi em prol da liberdade de imprensa e exigindo a investigação de escândalos de corrupção. Ainda assim nosso nobre vereador atribui às imagens que viralizaram nas redes sociais uma importância maior do que elas realmente têm. As ofensas virtuais sequer conseguem gerar em torno de si um movimento político, mas nada disso foi levado em conta na hora de anunciar ações afirmativas.

 É evidente que tudo isso não passa de desonestidade intelectual maquiada de bom mocismo. No fundo o que o vereador Thiago Ferrari quer (e deixou muito claro em seu artigo) é controlar comportamentos que ele considera inadequado.

Se de fato estivesse interessado em coibir abusos ouviríamos algumas palavras contra o comportamento criminoso do partido que a todo o momento tenta dividir o país com uma retórica de ódio. A sensibilidade seletiva do nobre vereador acentua-se quando confrontamos o evento por ele narrado a outros casos que sequer foram citados. Para que se dê a devida dimensão dos fatos pondero:

Que disse o vereador Thiago Ferrari a respeito da declaração do sociólogo Emir Sader de que a crítica aos PTistas é racismo de paulistas contra nordestinos?

Nada!

Que disse o vereador Thiago Ferrari a respeito da declaração do jornalista Juca Kfouri de que os paulistas que xingaram Dilma Rousseff na abertura da Copa do Mundo eram a elite branca intolerante?

Nada!

Que disse o vereador Thiago Ferrari a respeito da declaração da filósofa Marilena Chauí que sugeriu um estudo para entender a mentalidade paulista que não vota no PT?

Nada!

Desde logo fica claro a assimetria de tratamento entre as duas correntes de ódio, por assim dizer. Uma que só encontra eco nas redes sociais e que está fadada ao ostracismo e a outra que não só é aprovada pelo partido da presidência da república como também é encorajado como ato de fidelidade aos ideais revolucionários. Convém lembrar que o vice-presidente nacional do PT e coordenador das redes sociais do partido, Alberto Cantalice, colocou na lista negra do partido aqueles que ele considera os inimigos do povo. Em outro episódio digno de organização criminosa o coordenador da campanha do PT ao governo do estado de São Paulo, Paulo Frateschi, disse ser legítimo que militantes jogassem lixo na sede da revista Veja porque, segundo ele, a revista é um lixo.

Estamos vivendo em uma época em que a patocracia e o comportamento histérico modificam a nossa percepção do discernimento moral e o principal sintoma disso é a perda completa do senso das proporções. Para o bem dos eleitores/moradores da cidade de Campinas é imperativo que se vigie todo e qualquer discurso de controle de condutas e comportamentos para o qual sinaliza o vereador Thiago Ferrari. Para todos os que prezam pela vigilância democrática o sinal de alerta está aceso!