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Mídia reacionária? Nem tanto.

Apesar de toda a gritaria esquerdista contra uma suposta mídia conservadora e reacionária às ideias da esquerda, esta ainda detém o controle hegemônico de toda informação que é veiculada e comentada nos telejornais. Até aqui nenhuma novidade para quem conhece alguma coisa de Antonio Gramsci e a infiltração do marxismo cultural como ferramenta para corromper a sociedade brasileira [1].

A notícia a seguir é apenas mais um exemplo de como o a informação é trabalhada e distorcida para então ser apresentada com ares de normalidade sem que, contudo, ninguém a perceba como uma manipulação grosseira da realidade.

De todos os telejornais de cobertura nacional o Jornal da Cultura é o que mais se aproxima de algum nível – ainda que mínimo – de honestidade intelectual, justamente por oferecer a oportunidade de comentaristas confrontarem visões por vezes antagônicas, vide os famosos embates entre o PTista Airton Soares e o historiador Marco Antônio Villa.

Pois bem, nesta quarta-feira, dia 14/07, foi veiculada uma matéria que atenta contra a inteligência do brasileiro. A redação de jornalismo defendia a tese de que “gerações mais novas são criticadas por manterem distância da política. Já os jovens rebatem dizendo preferir os movimentos sociais aos partidos políticos.”

A reportagem enaltece a participação do movimento estudantil nas décadas de 60-70 e sua contribuição para a formação da classe política. Lembra a participação dos caras pintadas em apoio ao impeachment do então presidente Collor na década de 90 e a recente mobilização por redução de tarifas de ônibus em 2013.

Uma vez feita a introdução é hora de plantar a propaganda partidária disfarçada de notícia. Segundo a “reportagem” os recentes protestos de jovens agora são contra a redução da maioridade penal. Nada mais falso! Pesquisa da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) em conjunto com o instituto MDA revela que 92,7% dos brasileiros são a favor da redução da maioridade penal.

Ora, se apenas uma ínfima parcela da população rejeita a proposta de reduzir a maioridade penal é auto evidente que a mensagem veiculada pela TV Cultura foi deliberadamente invertida. A notícia que deveria ir ao ar é a de que uma juventude a serviço do banditismo e que não respeita a vontade do povo quer dar um passe livre para a delinquência e a impunidade dos menores criminosos.

E a empulhação segue anunciando que os jovens de hoje “não se sentem representados por nenhum partido político e que eles aderem a movimentos sociais como meio de participação política.” Esta argumentação serve a dois propósitos. Primeiro: dissociar a imagem de partidos políticos a uma agenda pré-estabelecida por eles próprios. E segundo: falsear a noção mesma de representatividade democrática.

O primeiro propósito é facilmente verificável ao ver o que defende o movimento estudantil entrevistado pela reportagem. Os pontos principais são:

1. Proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do Financiamento Democrático de Campanha;

2. Eleições proporcionais em dois turnos;

3. Paridade de gênero na lista pré-ordenada;

4. Fortalecimento dos mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes;

Vejam só que coincidência, financiamento público de campanha, cota parlamentar para mulheres e política nacional de participação social são propostas do… PT!

Ao emular uma demanda popular por mudanças jurídico-constitucionais, via movimentos estudantis e demais linhas auxiliares, a extrema esquerda tenta vender a ideia de um respaldo que ela mesma não tem e jamais teve. Assim, movimentos estudantis não passam de massa de manobra de partidos políticos profissionais que nada têm de democráticos. Fossem eles minimamente comprometidos em representar a vontade da maioria não estariam fazendo tanto esforço para barrar uma proposta com índice de aprovação de mais de 90% população, como é o caso da redução da maioridade penal.

Com um pouco de informação é fácil desconstruir a imagem vendida pela TV estatal que não tem compromisso com a verdade. Mas se a fraude jornalística atende ao projeto revolucionário da esquerda vale lembrar que a ela sequer foi contestada pelos comentaristas do dia, o cientista político Sérgio Fausto, bem como o historiador Leandro Karnal.

Ou desmascaramos toda forma de engodo ou seremos nós os idiotas úteis da revolução.

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Notas:

[1] Para saber mais sobre o fundador do partido comunista italiano leia o ensaio “A Nova Era e a Revolução Cultural: Fritjof Capra & Antonio Gramsci” do filósofo Olavo de Carvalho publicado pela VIDE Editorial.

Outra opção é assistir a série de palestras de Marxismo Cultural do padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr:

1 – Marxismo Cultural e Revolução Cultural: Visão Histórica
2 – Marxismo Cultural e Revolução Cultural: O Fascismo e o Marxismo Cultural
3 – Marxismo Cultural e Revolução Cultural: Reação à crise marxista
4 – Marxismo Cultural e Revolução Cultural: A infiltração do marxismo cultural no Brasil
5 – Marxismo Cultural e Revolução Cultural: Teologia da Libertação e sua influência na Igreja
6 – Marxismo Cultural e Revolução Cultural: Como lutar o bom combate

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