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PT declara guerra aos brasileiros

Se alguém ainda alimentava alguma dúvida quanto ao caráter do Partido dos Trabalhadores o próprio partido tratou de afastá-la ao divulgar o seu caderno de teses para o 5º Congresso do PT. Nele o PT assume sua veia totalitária e literalmente declara guerra contra os brasileiros.

Diante da desmoralização generalizada do partido a orientação aos militantes é: um partido para tempos de guerra.

À luz deste documento a bravata do ex-presidente Luiz Inácio da Silva de ameaçar a população com seu exército particular é ainda mais grave.

“Quero paz e democracia, mas, se eles não querem, nós sabemos brigar também, sobretudo quando o João Pedro Stédile [líder do MST] colocar o exército dele do nosso lado.”

Diante desta ameaça iminente – que trata a oposição ideológica como inimigos de Estado – ninguém mais tem o direito de conceder-lhes o benefício da dúvida ao tratar com PTistas e demais linhas auxiliares como PSOL, PCdoB, PCO, PSTU, MST, MTST, Black Blocs entre outros grupos da extrema-esquerda e tintura revolucionária.

Para a esquerda radical democracia nunca foi um valor em si mesmo, mas um meio para a tomada do poder. Agora que perderam todo o apoio popular e as mentiras não se sustentam mais, ameaçam voltar as suas origens de luta armada, se preciso for.

Quando o PT fala em preparar o partido para tempos de guerra, não se trata de uma mera figura de linguagem, é preciso dar a devida dimensão da mensagem associando-a aos fatos concretos recentes.

Assim, os exemplos a seguir compõem uma breve amostra de como as ações de cunho criminoso estão intimamente ligadas às ideias da alta cúpula partidária.

“Por que é que essa juventude [referindo-se a União da Juventude Socialista, grupo historicamente aliado ao PT] jogou lixo na Veja [sede da Editora Abril]? É porque eles consideram a revista Veja um lixo. É direito deles!”

Paulo Frateschi, coordenador da campanha do PT ao governo do estado de São Paulo, sobre matéria da revista Veja afirmando que Lula e Dilma sabiam do esquema de desvio de verbas públicas da Petrobras.

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“A Dona Marina [Silva] que invente de colocar a mão na Petrobrás, que voltaremos aqui todos os dias (em protesto).”

João Pedro Stedile, líder do MST promovendo terrorismo eleitoral ao dividir o palanque com Lula em apoio a Dilma Rousseff.

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“Personificados em Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Gentili, Marcelo Madureira entre outros menos votados, suas pregações nas páginas dos veículos conservadores estimulam setores reacionários e exclusivistas da sociedade brasileira a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes. Seus paroxismos odientos revelaram-se com maior clarividência na Copa do Mundo.”

Alberto Cantalice, vice-presidente nacional do PT e coordenador das Redes Sociais do partido, rotulando os críticos do PT como os inimigos públicos do povo brasileiro e convidando a militância para o linchamento público.

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“Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”.

Sérvolo de Oliveira e Silva, secretário de organização do diretório petista de Natal e membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte, ameçando o relator da ação penal que condenou a alta cúpula do PT.

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“Mais e mais mobilização. Mais e mais greve. Mais e mais movimento de rua. Porque eles têm que apanhar na rua e nas urnas.”

José Dirceu [então presidente do PT] mandando seus eleitores darem uma surra nos opositores.

Aos poucos vai ficando evidente que a vocação para a violência é uma característica intrínseca ao próprio partido e, os exemplos citados não são uma exceção à aparente casca democrática, mas o caráter revolucionário em seu estado bruto.

Os exemplos elencados são fortes e chocam pelo seu teor de ultraviolência. No entanto, os dados aqui levantados sugerem algo mais. Quando uma ação se repete consistentemente ao longo do tempo é possível apreender o senso de unidade do conjunto das ações, percepção essa que é ininteligível quando se analisa ações pontuais, tratadas isoladamente. Em outras palavras, quando episódios aparentemente pouco articulados entre si são reunidos e postos à mesa então o padrão de unidade salta aos olhos revelando o valor do conjunto da obra.

Se o elemento recorrente ao PTismo é o fundo violento então qualquer manifestação de legalidade do partido não passa de simples alegoria, um artifício retórico usado para desviar a atenção e mascarar a verdadeira força motriz do partido: o ódio acachapante à ordem constituída e o impulso de destruição das bases mesmas da civilização ocidental.

O PT sabe que perdeu não só a legitimidade de governar como também a capacidade de mobilizar a população em torno de sua agenda revolucionária e por isso está forçando um upgrade na escalada bolivariana. E para tanto anunciam que é imperativo:

Ocupar as ruas, construir uma Frente Democrática e Popular, mudar a estratégia do Partido e a linha do governo

O Partido dos Trabalhadores está diante da maior crise de sua história. Ou mudamos a política do Partido e a política do governo Dilma; ou corremos o risco de sofrer uma derrota profunda, que afetará não apenas o PT, mas o conjunto da esquerda política e social, brasileira e latinoamericana.”

E aqui cabe uma observação fundamental: ao declarar que o conjunto da esquerda latino-americana depende do sucesso do PT eles admitem a consciência de unidade de projeto para o continente. Ou seja, acabaram de entregar de bandeja que o próprio Foro de São Paulo é uma organização continental com profundas ligações com o PT!

Outro trecho do caderno de teses que deixa isso claro é:

“No caso do continente americano, há dois projetos de integração regional: de um lado o subordinado aos Estados Unidos, de outro lado a integração autônoma. Projetos simbolizados, respectivamente, pela Alca e pela Celac.”

Uma vez que o Brasil não tem qualquer parceria com o mundo civilizado, por exclusão, resta-nos a adesão ao projeto bolivariano. É por isso que Cristina Kirchner comemorou a vitória eleitoral de Dilma com uma saudação à Pátria Grande.

Ainda sobre o Foro de São Paulo o PT declara que:

“Os constantes e virulentos ataques dos setores mais conservadores da direita brasileira ao Foro de São Paulo, demonstram o quão subversiva e fundamental é a ideia do internacionalismo, e portanto deve ser parte estruturante do nosso projeto de sociedade. Esse internacionalismo deve estar conectado com os desafios do nosso tempo, nos Direitos Humanos, na defesa dos direitos de primeira geração (direitos civis e políticos), de segunda geração (direitos sociais: saúde, educação, habitação, emprego, salário digno), de terceira geração (que são os direitos da fraternidade, o direito à diversidade cultural, étnica, de gênero, de orientação sexual) e de quarta geração (preservação do meio ambiente e solidariedade intergeracional).”

Se no passado foi necessário esconder as atividades criminosas do Foro de São Paulo (ver o excelente artigo “Lula, réu confesso” do filósofo Olavo de Carvalho) agora já falam abertamente em defende-lo como condição de sobrevivência.

São muitas as intenções que atentam contra a ordem jurídica constituída e a tarefa de elencá-las aqui extrapolaria – e muito! – o espaço deste artigo. Deste modo, limito-me a transcrever um último:

“Demitir os ministros capitalistas, romper com os partidos do capital. Constituir um governo apoiado nas organizações populares, na CUT, no MST, entre outras. Exigir publicamente e combater pelo impeachment dos ministros do STF que votaram na farsa da AP 470, a liberdade imediata e anulação da sentença dos dirigentes do PT”

Ao longo de 165 páginas o caderno de teses pode ser resumido como uma declaração de guerra ao brasileiro. Refutar uma a uma todas as fraudes argumentativas do PT pode ser um trabalho hercúleo, mas se a experiência corporativa vale de alguma coisa, sobretudo aquela usada em algoritmos de seleção de RH, é que uma busca pode ser empreendida por palavras chave.

A seguir foram feitas algumas buscas, o resultado de quantas vezes cada termo aparece foi contabilizado e é apresentado na sequência.

Luta 155x
Guerra 25x
Violência 22x
Ódio 21x
Golpista 13x (Golpe 6x)
Inimigos 9x

Debate 37x
Proposta 28x
Idéia 23x
Conciliação 10x
Liberdade 16x (Livre 10x)
Lei 14x
Instituição 4x
Votação 5x
Independência 3x

A comparação do primeiro bloco de termos ao segundo sugere que o partido está mais preocupado em um discurso de ódio do que tentar uma conciliação por meio do diálogo.

O mesmo vale para o que vem a seguir: Constituinte 25x vs Constituição 11x. Um partido que respeita a constituição não daria tanta atenção em tentar reformá-la.

E por fim, a realidade que eles não querem enxergar:

Popularidade 0x
Mensalão 0x
Petrolão 0x (Petrobras 17x).

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O que sobrou do Brasil

Eleição com apuração secreta é fraude em si mesma, ainda que não haja manipulação na contagem dos votos. Assim, qualquer cidadão honesto não deve reconhecer a posse de Dilma Rousseff como um ato legítimo. Quem nomeia o advogado do próprio partido como juiz responsável por assegurar a lisura do pleito eleitoral não tem qualquer credibilidade para acusar o povo de golpista quando este se levanta contra o tsunami de desmandos do PT na gestão da coisa pública. E esse sentimento de rejeição já reverbera em toda a sociedade através de panelaços toda vez que a beneficiária do esquema de fraude eleitoral vai a público tentar explicar o inexplicável.

Se esse já era o clima político no Brasil a tendência é aumentar ainda mais a pressão depois do Conclave de Washington para a Democracia, evento organizado pelo brasileiro Dalmo Accorsini. Ocorrido no último sábado, dia 21, o conclave denunciou a interferência de uma organização internacional na apuração de votos na eleição presidencial de 2014. A saber, a Smartmatic, uma empresa venezuelana que opera a partir de acordos de cooperação com o Foro de São Paulo[1].

Os danos políticos ao PT decorrentes dessa iniciativa devem ser conhecidos em breve com a divulgação dos documentos que foram coletados para a denúncia da fraude eleitoral, até então desconhecidos do grande público.

Mas se a fraude eleitoral é tão patente a ponto de deixar um rastro de evidências materiais que lhe sirvam de denuncia por que então isso não vem sendo explorado pela mídia e, sobretudo, pela oposição?

A resposta a essa questão requer a compreensão de algo ainda mais abrangente: a atmosfera auto intoxicante do marxismo cultura. A exemplo de um peixe que ignora a existência da água, o cidadão comum já não é mais capaz de perceber que a totalidade daquilo que o circunda é composta de autoengano.

Um exemplo disso foi a eleição de 2010 em que o então presidente Lula comemorou o fato de que não haveriam candidatos de direita disputando a presidência. Ora, se a essência da democracia é a concorrência de propostas antagônicas então todas as disputas eleitorais por aqui não passam de um jogo de cartas marcadas. Se já não há mais espaço para o debate de ideias é porque uma força tornou-se tão hegemônica quanto normativa do pensamento oficial.

As raízes profundas dessa crise moral que sufocam o país decorrem de mais de 40 anos de ocupação de espaços em termos gramscianos, ou seja, a infiltração socialista na mídia, no sistema educacional, no parlamento, na administração pública, na igreja, no sindicato e etc sem que nunca seja necessário falar em socialismo e, ao mesmo tempo, ir introduzindo ideias e medidas socialistas de modo que todos se tornem socialistas sem o saber.

O resultado, nas palavras do fundador do partido comunista italiano, Antonio Gramsci, é que o partido se torne um poder onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino.

Após anos de influência gramsciana o pensamento conservador simplesmente sumiu do cenário público nacional, configurando o que a socióloga alemã Elisabeth Noelle-Neumann chamou de a espiral do silêncio, em que um lado perde a vontade de falar por já não encontrar meios para tanto.

Outro efeito dessa ocupação de espaços gramsciana é a imbecilização dos estudantes. A partir do momento em que escolas e universidades passam a ser um espaço de promoção da agenda socialista o ensino em si deixa de ser prioridade para, em seu lugar, dedicar atenção às técnicas de indução de comportamento. O caso está muito bem documentado por Pascal Bernardin no livro Maquiavel Pedagogo e o Ministério da Reforma Psicológica (VIDE Editorial, 2013). A situação por aqui está tão deteriorada que nossos alunos tiram sistematicamente os últimos lugares em exames internacionais e pior, aproximadamente 50% dos universitários são analfabetos funcionais.

Posto nestes termos não é de se admirar que o brasileiro tenha demorado tanto tempo para perceber que corrupção é um valor intrínseco à própria esquerda e agora, muito tardiamente, começa a rejeitá-la com vigor nas manifestações de rua.

O processo de degradação da sociedade brasileira ao longo dos anos é objeto de estudos contínuos do filósofo Olavo de Carvalho que, não por acaso, foi convidado a falar no conclave. A íntegra de sua palestra pode ser conferida no vídeo a seguir.

Em tempo, o político que não endossar a apuração das denúncias do Conclave de Washington para a Democracia deve ser tratado como um colaborador do Foro de São Paulo e, assim, deve ser expulso da vida pública para sempre.

Nota:

  1. O Foro de São Paulo é uma associação de partidos políticos latino-americanos e organizações criminosas como os narco-guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e os sequestradores chilenos do Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR) com o objetivo de ser a coordenação estratégica da esquerda na América Latina. Maiores detalhes sobre o Foro de São Paulo podem ser conferidos no excelente artigo intitulado Conheça o Foro de São Paulo, o maior inimigo do Brasil de Felipe Moura Brasil.

Quando dois mais dois somam cinco

“- Mostrei os dedos de minha mão. Viste cinco dedos. Lembras disso?
– Lembro.
O’Brien levantou os dedos da mão esquerda, escondendo o polegar.
– Aqui há cinco dedos. Vê cinco dedos?
– Vejo.
E viu mesmo, por um instante fugidio, antes de mudar a cena, no seu espírito. Viu cinco dedos, sem deformidade. Depois tudo voltou ao normal, e o velho medo, o ódio e o espanto regressaram de tropel. Mas houve um momento – não se lembrava da sua duração, trinta segundos, talvez – de certeza luminosa, em que cada nova sugestão de O’Brien enchera uma área de vazio e se transformara em verdade absoluta, e durante o qual dois e dois podiam perfeitamente ser cinco, se fosse necessário. Desapareceu antes de O’Brien ter baixado a mão. Embora não pudesse recapturá-lo, podia recordá-lo, como quem recorda uma vívida experiência num período remoto da vida, em que se foi, na verdade, uma pessoa diferente.
– Agora percebes que é possível – disse O’Brien.
– Sim.”
George Orwell, Nineteen Eighty-Four

Dois eventos ocorridos na mesma semana resumem formidavelmente o estado de intoxicação geral em que se encontra a consciência brasileira, sobretudo daqueles que se deixam influenciar pelas notícias da grande mídia. Enquanto a transgênero Rogéria afirma que não sofre com homofobia o candidato a presidente nas eleições de 2014, Levy Fidelix, foi condenado por prática homofóbica por dizer o óbvio: dois iguais não fazem filho.

“Estou muito feliz com essa oportunidade. Todo mundo reclama de homofobia, mas tenho 71 anos e estou no horário nobre. Por onde passo, só recebo carinho e reconhecimento das pessoas” – Rogéria

A condição de Rogéria desmente uma mentira repetida ad infinitum por partidos de esquerda, em especial o PSOL: no Brasil não há qualquer perseguição a homossexuais. (A propósito, essa rotina esquerdista de tentar capitalizar sobre uma perseguição imaginária já foi desmascarada em detalhes aqui neste blog no artigo Tirando o voto do armário.)

No entanto, se uma verdade universal como “2 + 2 = 4” é ignorada em nome de uma ideologia tão baixa a ponto de moldar o resultado da equação ao que melhor lhe convém então não se trata mais de argumentar com honestidade intelectual, mas de exercer o poder de censura sob quem quer que ouse apontar os fatos e, por consequência, contrariar o totalitarismo militante LGBT.

Se o caso de condenação de Fidelix já parece absurdo o que dirá então quando um membro da própria comunidade LGBT é acusado de homofobia?

A coisa foi tão séria que Talita (hoje Thiago Oliveira) precisou recorrer ao Ministério Público para ter sua integridade física preservada das ameaças de morte que recebeu.

Visando esclarecer o uso político da questão LGBT este blog convidou Thiago Oliveira para uma entrevista, a qual pode ser conferida a seguir:

Você chamou a atenção de todo o Brasil por furar o bloqueio da mídia quando o assunto é ativismo LGBT e tudo aquilo que vem a reboque dessa agenda política. A novidade que você trouxe ao debate público está menos centrado na crítica propriamente dita ao ideário LGBT do que em quem levanta a voz contra um discurso feito de autoengano. No ambiente LGBT, expor publicamente ideias pouco convencionais como a sua é nadar contra a corrente?

Olha, eu não diria nem nadar contra a corrente, mas sim observar que toda moeda tem dois lados. Eu vivi intensamente o mundo LGBT e posso afirmar com toda certeza que não é bem como eles passam, existe muita mentira e hipocrisia, pois os verdadeiros fatos eles não expõem.

É preciso ter muita lucidez, personalidade, fibra moral e coragem para contrapor a verdade objetiva dos fatos a toda casca de mentiras que recobrem o discurso da militância LGBT e, assim, denunciá-lo de uma posição privilegiada: desde dentro. Você esperava esse tipo de retaliação aos seus vídeos?

Sim, pois conhecendo bem esse mundo, sabia que eles não aceitariam a verdade exposta dessa maneira tão clara.

Uma das falácias do movimento tido como gayzista é vender a imagem de que religiosos, de uma forma geral, são intolerantes e encorajam a agressão aos homossexuais. Contrariando o discurso oficial do movimento LGBT o que se observou foi justamente o contrário: comunidades religiosas o acolheram enquanto você sentiu toda a ira dos ativistas LGBT. Em face disso, a imagem demonizada que estes grupos criam de pessoas como Silas Malafaia, Jair Bolsonaro, Magno Malta e Marcos Feliciano encontra alguma correspondência com o mundo real?

Não, claro que não. Pelo contrario, fui apoiado, respeitado e até ajudado moralmente porque fiquei exilado do mundo com medo que me acontecesse algo, pois as coisas que eu recebia, quase que diariamente, eram que eu deveria morrer, que meus dias estavam contados, que minha batata estava assando e etc. Mas ainda posso afirma que alguns dos nomes acima que eu tive contato sempre me respeitaram como eu era. Feliciano mesmo, sempre me tratou por Talita, sem nenhum problema. O fato deles pregarem o que a religião ensina não quer dizer que eles pessoalmente odeiem os LGBT pois, de forma contraria ao que eu fui tratado pelo movimento LGBT, eles me acolheram e estavam a meu lado me protegendo.

Hoje você parece ser bastante avesso a movimentos políticos de tintura revolucionária tendo, inclusive, alertado ao risco da comunidade LGBT flertar com a esquerda. Essa recusa ideológica nasce de alguma frustração com partidos políticos ligados a movimentos LGBT?

Frustração eu não tenho nenhuma, o problema é que depois que conhecemos a fundo o que realmente almejam é que se percebe que não está correto. Eu, por exemplo, era militante do PSOL e comecei a ver que eles faziam de tudo para ir de encontro aos direitos morais e tradicionais. Não creio que vivemos em uma sociedade tranquila para liberar drogas.  Muito menos os LGBTs vivem relações estáveis para se casarem ou adotarem uma criança, pois crianças não são animais que se compram em pet shop, elas precisam de uma base e uma grande parte dos relacionamentos LGBTs não são duradouros. E depois, o que fazer com a criança? No fim a criança terminará seus dias com mais problemas ainda. Já não basta trazer consigo o estigma da palavra adotado, deve viver ainda com pais separados que, por conta da promiscuidade vivida entre os LGBTs, não foram “felizes para sempre”, como prometido ao final das estórias de conto de fadas!

Desde que você passou a receber ameaças alguma responsabilidade foi apurada?

Não, nenhuma. Eu ligo para a polícia e eles não têm nenhuma resposta para me dar, apenas relatam que isso demora. Ou seja, não farão nada a respeito.

Soube que o Estado não lhe assegurou nenhum esquema especial de segurança, muito pelo contrário, quem se compadeceu de sua situação foi justamente o filósofo Olavo de Carvalho, uma pessoa que sequer mora no Brasil, mas que já fez mais em defesa de gays do que ONGs LGBT que operam abastecidas com dinheiro público. Este episódio escancara uma verdade inconveniente aos ativistas LGBT: “as pessoas que querem defender a minoria não respeitaram a menor minoria do planeta: o indivíduo.” Você acredita que a máscara do movimento LGBT caiu ou o brasileiro ainda compra esse imbróglio?

Olha a policia me ofereceu o Protege, um sistema de segurança que eu deveria deixar de ser quem eu sou, mudar de nome e endereço e não aparecer e, com isso, calarem a minha boca. Quanto ao professor Olavo, ele se dispôs a falar com amigos que fizeram a minha proteção pessoal. Fato curioso: quando eu procurei a secretaria de referência LGBT, onde fui atendido por um travesti que lá trabalha, eles praticamente disseram que como eu estava sendo contra o movimento LGBT que então eu me virasse. Até minhas ligações eles não atendiam mais. Ao invés de me proteger eles me abandonaram, apenas por não pensar como eles.

Gostaria que você falasse um pouco acerca da função que a mídia exerce na agenda LGBT. Apenas para citar um exemplo, você foi convidado a participar do programa Super Pop para falar de um problema sério – as ameaças contra sua integridade física – mas o que se viu foi a mais baixa promoção da agenda gayzista. O programa ficará marcado para sempre sob o signo da desonra ao inverter o eixo do debate. Por meio de giros semânticos, você saiu da condição de vítima e passou a ser retratado como agressor – transfóbico, nas palavras do ativista Bill Santos – ignorando completamente o mérito da questão. A mídia tem algum compromisso com a verdade?

A mídia deveria alerta a população sobre a verdade e, com isso, mostrar quem está com a razão, mas não, eles apenas pensam em ter audiência e não se preocupam com os fatos. Como todo comércio, se preocupam apenas em vender.

As alegações do militante LGBT Bill Santos compõem um conjunto de absurdos que, por si, já bastariam para desqualificá-lo de participar de qualquer debate público sério. Desde logo, percebemos que não estamos lidando com uma pessoa normal quando este diz coisas tais como: “transar com uma pessoa do mesmo sexo não é o suficiente para definir homossexualidade” ou ainda que “o homofóbico sente nojo do homossexual, mas ao mesmo tempo sente tesão por esse homossexual.” No entanto, contrariando todo senso de lógica, o próprio Bill Santos é uma força política dentro do PSOL tendo, inclusive, sido ele próprio candidato nas eleições passadas. A exemplo de Luciana Genro e Jean Wyllys, isso parece colocar o PSOL como o partido preferido do movimento LGBT. O teor de loucura nas teses da militância seria apenas um ardil para puxar votos usando a bandeira LGBT?

Hehehehe! Aquela tese foi fora do comum. Segundo o próprio Bill, agora homens que transam com homens não são mais homossexuais, e sim, homofóbicos. Quanto ao uso do ardil, penso que sim, eles usam de uma vitimização para que com isso consigam votos. A comunidade LGBT é muito ampla e a militância é bastante astuta para saber que se criarem uma falsa defesa, como a que eles costumam fazer, conseguirão conquistar a confiança. Agora, se eles realmente têm a intenção de defender alguém, no mínimo, eles tirariam os travestis das ruas e parariam de gastar com essas manifestações e passeatas, que em nada somam, e gastariam, então,  com a prevenção de doenças e qualificação profissional para, assim, integrá-los ao mercado de trabalho, ou até mesmo criariam uma lei de incentivos fiscais para que as empresas contratassem pessoas que são rejeitadas pelos mesmos como os travestis e etc.

Que recado você daria aos que orientam suas posições partidárias a partir de uma plataforma eleitoral em defesa de minorias, quaisquer que sejam essas minorias?

A verdadeira minoria é o individuo. Devemos suspeitar, sempre, de quem não os defende de forma correta porque quem defende uma minoria não acusa outra. Hoje tudo gira em torno da corrupção, ou seja, ganho de votos e dinheiro, que não é pouco.

Você esteve no olho do furacão, foi alvo de críticas e ameaçado de morte quando contrariou interesses de ONGs LGBT, sendo atacado covardemente por militantes de movimentos sociais, gente que se confundem com a própria atuação do Estado enquanto posam de vítimas. Diante dessa experiência você pôde sentir na pele o quanto o tratamento das partes envolvidas não é ponderado de maneira a equacionar a desproporcionalidade das forças. A isso dá-se o nome de guerra assimétrica. Nesta batalha, o cidadão tem o direito de tomar como expressão da verdade as afirmações de entidades que se dizem representantes dos direitos do povo como uma premissa autêntica?

Não, na verdade o que ocorre hoje é uma agenda criada por Karl Marx que tem por objetivo dividir a população através de conflitos como, por exemplo, o conflito entre brancos e negros, ou héteros contra LGBTs, pobres contra ricos, homens contra mulheres, etc. Se você olhar em torno é o que está acontecendo, de fato, com o nosso país. E assim eles vão agindo por trás, com seu poderoso plano maquiavélico de dominação e poder. Saibam que essa reforma política nada mais é do que constituir um poder ditatorial e totalitário a exemplo de Cuba, Venezuela e por aí vai. Como o aparelhamento do Estado existe há muito tempo, já se observam os efeitos disso no sistema de ensino, onde uma presidente que roubava bancos hoje passa por heroína porque isso não está nos livros de história. A população está cega e todos pagam o pato. Afinal é bem mais fácil manipular uma população sem estudo!!!

“Não haverá lealdade, exceto lealdade ao partido, mas sempre haverá a intoxicação pelo poder. Sempre, a cada momento, haverá a emoção da vitória, a sensação de pisar no inimigo impotente. Se você quer uma imagem do futuro imagine uma bota pisando em um rosto humano para sempre. A moral a ser retirada desta perigosa situação de pesadelo é simples: não deixar que isso aconteça, depende de você.”
George Orwell