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Violência como método revolucionário

O Partido dos Trabalhadores é um grupo criminoso capaz de fazer orbitar em torno de si gente com mentalidade psicopata. Não é por acaso que em um debate organizado pela TV Cultura durante a apuração dos votos que definiu o quarto mandato PTista na Presidência da República o coordenador da campanha do PT ao governo do estado de São Paulo, Paulo Frateschi, deu o tom do que será viver sob o jugo PTista. A todos os que ousarem se opuser ao projeto de poder do partido um recado: a resposta revolucionária virá pelo uso da força.

O recrudescimento da violência não é só certo como inevitável. O fisiologismo do PT com grupos criminosos está no DNA do partido bem como na rede de colaboradores que compõem a sua linha auxiliar, a saber, os partidos de extrema-esquerda PSOL, PSTU e PCdoB.

Black Blocs, Movimento Passe Livre, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) entre outros são apenas alguns grupos que são mobilizados pelo PT sempre que é necessário criar alguma agitação política. O exemplo mais recente foi o apoio de João Pedro Stedile, líder do MST, que ameaçou fazer protestos diários se Dilma não ganhasse as eleições.

Não por acaso a própria presidente Dilma Rousseff, com uma canetada, tentou criar a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS) o que, na prática, constitui uma mudança de regime por decreto. É o golpe dentro da democracia. Para o PT a sociedade restringe-se a grupos subvencionados pelo próprio partido.

Durante o programa da TV Cultura Paulo Frateschi anuncia que “As forças democráticas no país conseguiram uma grande vitória com Dilma.” Mais adiante, descobrimos que tais forças democráticas nada mais são do que o braço armado do partido. Transcrevo a seguir um trecho gravíssimo em que um dirigente do PT alega ser natural transgredir toda a ordem democrática se isso for feito em benefício do partido, é claro.

(11:28) Paulo Frateschi: “Por que é que essa juventude [referindo-se a União da Juventude Socialista, grupo historicamente aliado ao PT] jogou lixo na Veja [sede da Editora Abril]? É porque eles consideram a revista Veja um lixo. É direito deles!”

(11:35) Marco Antonio Villa: “Isso é um ato ditatorial fascista. Isso é ato fascista feito pelo PCdoB que tenta invadir, agredir funcionários.”

(11:50) Paulo Frateschi: “Villa, nós estamos em uma empresa estatal. Não precisa defender quatro, cinco famílias que hoje são a elite da imprensa. Não faça isso. É democracia! Jogou lixo na porta para dizer o seguinte: vocês são um lixo! E eles são o lixo da imprensa.”

Não há limites para a imoralidade dessa gente. Basta o partido julgar que a publicação é um lixo para autorizar o dano ao patrimônio privado, a difamação, a guerrilha urbana e o terrorismo eleitoral. Assim, desde logo ficam criados dois códigos penais: um para os aliados do partido e outro para os detratores de la Patria Grande, como gostam de chamar os companheiros Fidel Castro, Evo Morales, Cristina Kirchner e Nicolás Maduro.

Kirchner

Outro exemplo a ilustrar que a declaração de Paulo Frateschi não é um caso isolado veio do ex-ministro dos esportes Orlando Silva (PCdoB):

Orlando Silva

Para Orlando Silva um bando de arruaceiros vandalizando a sede de uma empresa e ameaçando alguns poucos funcionários (sempre é bom lembrar, trabalhadores que este partido tanto se honra em defender) é considerado um ato de coragem! Mais ainda, Orlando Silva intencionalmente usa o termo denúncia para ocultar os crimes praticados pela União da Juventude Socialista. É a novilíngua de 1984, obra magistral de George Orwell em que, por meio do controle sobre a linguagem, o governo seria capaz de controlar o pensamento das pessoas, impedindo que ideias indesejáveis viessem a surgir.

É evidente que não se trata de equívoco no uso das palavras, mas da manipulação vil de uma classe política de psicopatas. O tema já foi explorado por esse blog nos artigos Patocracia e Histeria.

Com o sistema judiciário totalmente aparelhado evitando até mesmo impugnar a candidatura do PT por uma sucessão de fraudes duas coisas são certas: Primeiro, o PT não pode mais ser removido do poder pela via eleitoral. Segundo, o partido que fomenta o banditismo usará a onda crescente de violência para sufocar seus opositores.

O que esperar das próximas eleições

Começa hoje a propaganda eleitoral gratuita e nos próximos três meses veremos atualizações regulares das pesquisas de intenções de votos. Os candidatos farão crer que há alguma transparência no processo democrático e que tudo transcorrerá na mais absoluta lisura.

Pois bem, tal aura de imparcialidade não passa de uma cortina de fumaça para ludibriar o eleitor desavisado que, jurando estar em pleno exercício de sua cidadania, irá digitar o número de seu candidato na urna eletrônica e confirmar o seu voto sem nunca ter a certeza que o voto foi mesmo computado corretamente.

Desde que a urna eletrônica foi adotada não há qualquer mecanismo de conferência e/ou auditoria após o encerramento das eleições justamente porque o sistema não permite a recontagem de votos em caso de dúvida.

A fragilidade do sistema eleitoral é patente e inúmeras denúncias já ganharam destaque em noticiários (ver vídeo abaixo), mas nada disso parece levar ao debate com o rigor que o tema requer.

Pioneiro em estudos acerca da segurança do voto na urna eletrônica brasileira, o programador de computadores especializado em segurança de dados, Amílcar Brunazo Filho, lembra que o Brasil é o único país no mundo a informatizar todo o sistema eleitoral.

Apesar de toda a propaganda de vanguarda veiculada pelo Tribunal Superior Eleitoral de que o país é um exemplo de eficiência e agilidade na apuração do resultado das eleições Brunazo alerta-nos para alguns problemas que sugerem que, ao contrário do que o governo anuncia, estamos remando contra a maré do bom senso:

Se a tecnologia está disponível, se existem recursos financeiros, se existem entidades a favor, então por que, no resto do mundo, o voto eletrônico tem resistido à informatização completa? Só há uma resposta para este aparente paradoxo: A questão da segurança do voto eletrônico ainda não foi resolvida de forma satisfatória!

Mas isso não é tudo. Ainda segundo Brunazo o sistema todo fere o princípio democrático de distinção das instâncias de poder:

Durante as eleições de 1998, o voto eletrônico foi regulamentado, desenvolvido, implantado e controlado pelo próprio TSE que, a este respeito, assumiu as funções legislativas, executivas e judiciárias em evidente afronta ao princípio da tripartição dos poderes!

Fonte: http://jus.com.br/artigos/1539/a-seguranca-do-voto-na-urna-eletronica-brasileira

Diante do exposto fica evidente que o sistema eleitoral em funcionamento é extremamente conveniente à quem detém os meios para aparelhamento do Estado.

Se o cenário já não inspirava confiança a nota preocupante fica por conta da notícia de que o TSE não fará testes públicos das urnas eletrônicas antes das eleições de 2014. É imperativo lembrar que no ano passado alguns testes independentes foram conduzidos pela UnB e foram detectadas falhas grosseiras no sistema de segurança da urna eletrônica.

Mas esta notícia não deve ser interpretada isoladamente. Um outro evento, aparente desconexo, irá determinar o rumo das próximas eleições: o ministro Dias Toffoli foi empossado presidente do TSE no dia 13 de Maio (mas que data mais sugestiva!) e comandará as eleições gerais de 2014.

Para entender quem é Dias Toffoli dentro da estrutura do partido reproduzo a seguir trechos do livro Década Perdida – Dez anos de PT no poder do historiador Marco Antonio Villa:

Recém-nomeado por Lula, o ministro do STF Dias Toffoli enfrentava diversas polêmicas sobre seu passado. Fora, por exemplo, reprovado — duas vezes — em concurso para juiz em São Paulo, em 1994 e 1995. Seu currículo era pobre.
Fora lembrado para o Supremo apenas por ter sido advogado do PT em várias campanhas eleitorais. E tinha contra si duas condenações em primeira instância, no Amapá — uma das quais impunha que devolvesse R$ 700 mil ao erário. Mas não ficava “só” nisso.
No escândalo das interceptações telefônicas feitas pela PF em 2008, Toffoli, à época advogado-geral da União, ignorara a lei federal e ajudara na defesa do ex-ministro Silas Rondeau, afastado do cargo e denunciado à Justiça por corrupção e formação de quadrilha. Nas conversas gravadas, ficaria evidente que Toffoli indicara o advogado de defesa — o mesmo que a própria Advocacia Geral da União deveria enfrentar no processo movido contra Rondeau. (p 199)

Sete anos após a denúncia do ex-deputado Roberto Jefferson, o mensalão, finalmente, começaria a ser julgado. Aguardava-se, porém, que o ministro Dias Toffoli se declarasse impedido de participar da análise do processo. Fora advogado do PT e assessor de José Dirceu na Casa Civil durante quase três anos, além de ter defendido Lula em três campanhas presidenciais.
Em 2002, para piorar, teve contas pagas pelo ex-tesoureiro do partido e réu no processo, Delúbio Soares. Em 2006, repetiu, em representações encaminhadas ao TSE, que o esquema “jamais” fora comprovado.
Sua namorada, Roberta Rangel, foi advogada do também réu Professor Luizinho, ex-deputado do PT; e seu irmão, José Ticiano Dias Toffoli, também petista, era prefeito de Marília. Mesmo assim, não se declarou impedido. E tampouco o procurador-geral solicitou tal impedimento — no que fez muito mal para o julgamento daquela ação penal. (p 256-257)